segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Parabéns Paulicéia!

Todas as dores e sabores...

Vários rostos, muitas cores...

Dinheiro, carreira, progresso...

Ilusão, desemprego e insucesso...


Garoa fina e ironia...

Turismo e gastronomia...

Trânsito Caótico, infernal...

Válvula do progresso nacional...


Centro nervoso da economia...

Dia cheio, barriga vazia...

Megalópe multicultural...

Cinema, teatro e carnaval...


De Perdizes ao Capão Redondo...

Prosperidade, miséria e assombro...

Da Penha a Freguesia...

Contos, lendas, poesia...


Miséria absoluta no seio da favela...

Córrego, barraco, viela...

Elegância imponente no alto do bairro nobre...

Competência, sucesso e sorte...


Vida confusa, corrida e profana...

Pastel e caldo de cana...

Sangue que pulsa em cada via arterial...

Asfalto, motoboy e marginal...


Boêmia apaixonante na Vila Madalena...

Jardim Ângela e seu eterno dilema...

Elegância e gracejo no Itaim...

Enchente recorrente na M´Boi Mirim...


Megalópole que oprime e assombra...

Ora cinzenta como o enterro de um samba...

Noite cortada pelo arranha-céu...

Paixão, amor e motel...




quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Submersão

São Paulo aguarda o dia de seu aniversário com um sorriso amarelo no rosto.
Terra da garoa e das contradições.
Falta água nas torneiras...
Sobra água nas ruas e avenidas.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Música para namorar

♪Estou para o que der e vier
Conte sempre comigo
Pela estrada buscando emoções
Despertando os sentidos...♪

♪Com você, primavera, verão
No outono ou no inverno
Nosso caso de amor tem sabor
De um sonho eterno...♪



Tim Maia sempre genial!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Desentendimentos

Que os desentendimentos de hoje


sejam sorrateiramente esquecidos nos beijos


apaixonados de amanhã.


Vamos viver os nossos sonhos.

Ideologia sim! Hipocrisia não!


Caro freguês (a),
Recebi uma destas correntes de e-mail criticando Cazuza e decidi responder aqui no Botequim. Não sei se a autora do texto é real, mas o fato é que muita gente concorda com ela. Eu não! Abaixo o texto e em seguida a minha opinião. Espero que coloquem a opinião de vocês neste balcão assaz democrático.

"Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me deparei com uma coisa estarrecedora. As pessoas estão cultivando ídolos errados. Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza? Concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele, é, no mínimo, inadmissível. Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado. No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta. São esses pais que devemos ter como exemplo? Cazuza só começou a gravar pois o pai era diretor de uma grande gravadora. Existem vários talentos que não são revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante. Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não. Fiquei horrorizada com o culto que fizeram a esse rapaz, principalmente por minha filha adolescente ter visto o filme. Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou. Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada? Será que ser correto não dá Ibope, não rende bilheteria? Como ensina o comercial da Fiat, precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos um mundo melhor. Devo lembrar aos pais que a morte de Cazuza foi consequência da educação errônea a que foi submetido. Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissesem NÃO quando necessário? Lembrem-se, dizer NÃO é a prova mais difícil de amor. Não deixem seus filhos à revelia para que não precisem se arrepender mais tarde. A principal função dos pais é educar. Não se preocupem em ser amigo de seus filhos. Eduque-os e mais tarde eles verão que você foi a pessoa que mais os amou e foi, é, e sempre será, o seu melhor amigo, pois amigo não diz SIM sempre."
Karla Christine
Psicóloga Clínica

Agora é minha vez. Para começar o discurso da tal psicóloga é moralista e totalmente arbitrário. Cazuza pode ser admirado e contemplado enquanto artista em essência. Não nos cabe julgá-lo como “marginal”. A autora fala em ser correto, mas ser correto é interpretativo. Quando Cazuza cantarolou “Meu heróis morreram de overdose e meus inimigos estão no poder”, ele quis dizer outra coisa. A mensagem não tem cunho moral, mas sim um posicionamento político. Ele quis dizer que os rockstars mal-encarados e drogados, com toda a sua imagem contraditória, eram mais puros do que os políticos que usam terno e gravata. Políticos que prezam a postura de “corretos” e estão por aí metendo a mão no dinheiro do povo. Isso é um alerta! Cazuza era inteligente, criativo e irreverente, independentemente das merdas que fazia na vida. Não se pode interpretar tal artista ao pé da letra. Além do mais, essa ladainha de que “Precisei conversar muito para que meu filho não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas, fossem certas”, é uma argumentação inocentemente frágil. Músicas e filmes com caráter político e contestador não devem ser vistos por pais e filhos que não tenham o mínino de senso a respeito do que venha a ser uma mensagem subliminar. O povo precisa de mais inteligência, educação e arte e menos hipocrisia. Ideologia! Eu quero uma pra viver!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Love you Mengo!

A torcida mais apaixonada do mundo namora o artilheiro do amor. Futebol em prosa, verso e poesia no santo gramado do Maracanã. Flerte que deve render românticas tardes de domingo no Rio de Janeiro.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Senhor Centenário

Marcelinho,
Conquistastes milhões de fiéis através de seus pequenos pés de anjo e não de sua boca infernal. Através de sua fé no manto alvinegro e não de sua dissimulada campanha de "Atleta de Cristo". A torcida cansou de sambar com a lembrança de tuas jogadas, mas não se lembra de uma só canção do meteórico grupo gospel. Até o microfone tentastes, mas o talento com a bola sempre falou mais alto. Aliás, bola que sempre te obedeceu cegamente, hipnotizada, que sempre fez curvas inusitadas e sinuosas a caminho do gol. Bola que muitas vezes contrariou as leis da física e buscou as redes com a determinação de um míssil teleguiado. Gol de anjo, letal, que faz explodir a arquibancada. Quantas pinturas para a posteridade saíram destes pequenos pés de número 36? Nem Paulo Machado de Carvalho, que dá nome ao Pacaembu, conheceu cada centímetro daquele gramado de forma tão íntima. Marcelo Pereira Surcin honrou como ninguém a glória e a dádiva imortal da segunda pele alvinegra. Que belo "the end" para encerrar uma brilhante carreira, tão majestosa como as perfeitas cobranças deste pé sagrado nas tarde de domingo.
Marcelinho Pé de Anjo, rogai por nós sofredores, agora e na hora da Libertadores. AMÉM!