
“Minha mãe é uma mulher que nasceu analfabeta”
Disse o nosso excelentíssimo presidente Lula, em um dos seus divertidos discursos.
Menção Honrosa:
“Ronaldo, brilha muito no Corinthians”, disse Zina, do Pânico.



Obviamente jornalismo é coisa séria. Não dá para fazer circo. Por esse motivo, nunca fui muito a favor do “showrnalismo” promovido por "Datenas" da vida. Acho pobre a apelação de “espetacularizar” o caos para ganhar pontos de audiência.Deliciem-se com o vídeo abaixo. Amanhã postarei mais.
Entrevistado por um repórter de televisão a respeito do andamento de sua biografia, o cantor Lobão, prolixo inventor de metáforas e neologismos "paudurescentes", como diria meu amigo Evandro, emendou na veia: "Olha cara, já escrevi até a página 435. Esse é o resumo da minha vida até os meus 14 anos". Parou né Lobão? Essa “porralouquice” vai acabar virando enciclopédia.
Pelo fato de ter nascido dois anos depois da Copa de 82, não presenciei a seleção canarinho comandada pelo mestre Telê Santana que dizem ter sido a melhor de todos os tempos. Claro que, se eu pudesse, adoraria jogar ao lado de feras como Falcão, Cerezo, Sócrates, Zico e Junior. Mas a seleção deste post não é exatamente o escrete de Telê, esse derrotado com três gols do mártir italiano Paolo Rossi. Eu gostaria sim de estar em campo, mas fazendo reportagem, minha grande paixão e, de preferência com esse timaço de feras da equipe esportiva da Rádio Globo capitaneada por Osmar Santos, o inesquecível Pai da Matéria. Faria tudo de graça se preciso, mesmo presenciando a tragédia do Sarriá e a "declarada" morte do futebol arte nos campos da Espanha.
Divido esse sonho "retrasado" com os meus amigos da Equipe G8 Sports. Eu sei que um dia vamos olhar para trás e comemorar juntos as vitórias da vida, confeccionadas à base de sangue, suor e lágrimas. Todos juntos, na mesma corrente, na mesma sintonia, naquele universo que criamos. Universo feliz, puro e, que é somente nosso. Sintam-se abraçados com fervor. Vamos viver nossos sonhos.
Dê um clique na foto para ampliá-la.
“... Lua,
Espada nua
Boia no céu imensa e amarela
Tão redonda a lua
Como flutua
Vem navegando o azul do firmamento
E no silêncio lento
Um trovador, cheio de estrelas...”
“... Dá-me tua mão
O teu desejo é sempre o meu desejo
Vem, me exorciza
Dá-me tua boca
E a rosa louca
Vem me dar um beijo
E um raio de sol
Nos teus cabelos
Como um brilhante que partindo a luz
Explode em sete cores
Revelando então os sete mil amores
Que eu guardei somente pra te dar”.
Tom Jobim e Vinicius de Moraes
Foto: AFP
A corrupção explicíta na televisão funciona como um soco potente em nossa boca. Nós, meros mortais assalariados, pagadores de impostos alheios, não merecemos isso. Utilizo “alheios”, pois o dicionário sinaliza que o significado mais adequado para “alheio” é: “o que pertence a outra pessoa”. E, de fato, pertence. Pertence a cúpula dessa política fétida instalada nos principais gabinetes do nosso País. O caso da “Caixa de Pandora” está aí, estapeando a nossa cara sorrateiramente, com o desdem de quem não tem mais o que temer. É a cara do Brasil da impunidade. É a Copa do Mundo do “rouba monte”. São as Olímpiadas do “assalto triplo”. E o povo carregando a medalha da vergonha no rosto. Como um excremento irredutível. Como esquecer uma cena daquelas? O presidente da Câmara Legislativa do DF, Leonardo Prudente (DEM) colocando dinheiro de “ajuda não contabilizada” em suas meias como se fossem inocentes balinhas de “São Cosme e São Damião”. Simão estava certo; o DEM é a sigla partidária para (Dinheiro Em Meias). Aliás, o Brasil já está traumatizado com meias. Já não bastava o Roberto Carlos na fatídica partida de eliminação na Copa da Alemanha?
Querido freguês,
"Lula propõe diálogo entre países do Oriente Médio" (Agência Estado)
Como um pêndulo infinito. Num cubículo escaldante. A procura de palavras. A procura de verdades. Mergulhado em declarações interesseiras e pouco interessadas. O apertar da gravata. O peso dos prazos. Em busca da última linha. Do ponto final. A procura do olhar de aprovação. Da remuneração moral necessária. Na beira do abismo. Sob pressão. A espera do troco pelo suor. Com o copo de café frio sobre a mesa. Com o frio na espinha de sempre. Na raça absoluta. Na sorte necessária. Na alegria inatingível. Na paixão enlouquecida. No fechamento de sempre. Que venha a próxima edição. Prazer. Jornalista.
Dez na maneira e no tom
Você é o cheiro bom
Da madeira do meu violão
Você é a festa da Penha,
A feira de São Cristovão,
É a Pedra do Sal
Você é a Intrépida Trupe
A Lona de Guadalupe
Você é o Leme e o Pontal
Nunca me deixa na mão
Você é a canção que consigo
Escrever afinal
Você é o Buraco Quente
A Casa da Mãe Joana
É a Vila Isabel,
Você é o Largo do Estácio,
Curva de Copacabana
Tudo que o Rio me deu!
Riso à toa.Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo
Um país que crianças elimina
Que não ouve o clamor dos esquecidos
Onde nunca os humildes são ouvidos
E uma elite sem deus é quem domina
Que permite um estupro em cada esquina
E a certeza da dúvida infeliz
Onde quem tem razão baixa a cerviz
E massacram - se o negro e a mulher
Pode ser o país de quem quiser
Mas não é, com certeza, o meu país
Um país onde as leis são descartáveis
Por ausência de códigos corretos
Com quarenta milhões de analfabetos
E maior multidão de miseráveis
Um país onde os homens confiáveis
Não têm voz, não têm vez, nem diretriz
Mas corruptos têm voz e vez e bis
E o respaldo de estímulo incomum
Pode ser o país de qualquer um
Mas não é com certeza o meu país
Um país que perdeu a identidade
Sepultou o idioma português
Aprendeu a falar pornofonês
Aderindo à global vulgaridade
Um país que não tem capacidade
De saber o que pensa e o que diz
Que não pode esconder a cicatriz
De um povo de bem que vive mal
Pode ser o país do carnaval
Mas não é com certeza o meu país
Um país que seus índios discrimina
E as ciências e as artes não respeita
Um país que ainda morre de maleita
Por atraso geral da medicina
Um país onde escola não ensina
E hospital não dispõe de raio - x
Onde a gente dos morros é feliz
Se tem água de chuva e luz do sol
Pode ser o país do futebol
Mas não é com certeza o meu país
Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo
Um país que é doente e não se cura
Quer ficar sempre no terceiro mundo
Que do poço fatal chegou ao fundo
Sem saber emergir da noite escura
Um país que engoliu a compostura
Atendendo a políticos sutis
Que dividem o brasil em mil brasis
Pra melhor assaltar de ponta a ponta
Pode ser o país do faz-de-conta
Mas não é com certeza o meu país
Sempre achei esse troço de “rede social” meio propenso à banalização. Mas confesso que o Twitter é fenômeno. Sua multiplicidade de alternativas e recursos me deixa perplexo. Em “twittadas” de 140 caracteres você envia e recebe atualizações pessoais do mundo inteiro. (puta negócio maluco). No Brasil, País que consome internet como poucos, a febre tem se alastrado de uma forma visceral e abrupta. A forma de conceber e receber informações tem oferecido inúmeras funcionalidades aos usuários. Desde receber notícias de determinado segmento através de um veículo de comunicação especifico, até mesmo trabalhar na divulgação de marca de algum produto ou ação promocional de determinada empresa. Uma delas, inclusive, organizou há poucos dias um processo de seleção de profissionais através do Twitter. A “brincadeira” contagiou gente grande. Veículos poderosos como a Globo e CNN ou mesmo personalidades internacionais como o Barack Obama tem os seus perfis atualizados diariamente e uma infinidades de seguidores.



Bela final na África. Linda vitória brasileira. Com o brio de campeão. Coração na ponta da chuteira. O choro copioso de Lúcio foi a metáfora da superação, da garra, da vontade. Palavras que há muito não figuravam no dicionário do futebol nacional. Mas gostem ou não, a verdade deve ser dita: estraçalhamos os americanos no segundo tempo.
determinação
de.ter.mi.na.ção
sf (lat determinatione) 1 Ato ou efeito de determinar. 2 Definição, indicação ou explicação exata. 3 Demarcação. 4 Ordem superior; prescrição. 5 Resolução, decisão. 6 Afoiteza, coragem, denodo.
O guerreiro pendurou as chuteiras...
Mas a Fiel nunca vai esquecer do seu "Zé".
Minha prateleira de obras fundamentais ganhou um reforço de peso. No fim de semana comprei (por um valor simbólico, é óbvio) o antológico O Anjo Pornográfico. A vida del Nelson Rodrigues, desnudada nas palavras benditas de Ruy Castro. Um brinde do Botequim ao boêmio mais genial que o Brasil já conheceu.
Após uma longa negociação, o Real anunciou a chegada de Kaká no início da noite desta segunda. O time merengue pagará 65 milhões de euros (quase R$ 180 milhões) pelo brasileiro, que se tornará o segundo jogador mais caro da história, atrás apenas de Zidane (70 milhões de euros em 2001, do Juventus para o Real).
"Toma chocolate, paga lo que debes". Não existe um só brasileiro neste mundo que não conhece o episódio "Maracanazo". É, sem dúvida, a página mais triste da gloriosa obra brasileira no futebol mundial. Aconteceu em 1950. Maracanã, 200 mil pessoas. Ghiggia. Silêncio. Frustração. Tristeza. Abatimento. Perdemos a Copa mais ganha que o mundo já conheceu. Pois é...
"Responder às necessidades do presente sem colocar em perigo as capacidades das gerações futuras de fazer o mesmo". Em 1987, a ex-ministra norueguesa Gro Harlem Brundtland desenvolveu para a ONU (Organização das Nações Unidas), um uniforme com os esses dizeres.
Experiente, ousado e apaixonado pela notícia. Faz sete anos que Arcanjo Antonino Lopes do Nascimento morreu. O ano era 2002. Eu ainda nem pensava em ser jornalista. O repórter da Globo foi capturado, torturado e morto por traficantes no Rio de janeiro. O objetivo da reportagem era evidenciar a exploração sexual de menores em bailes da Vila Cruzeiro, no conjunto de favelas da Penha. Vítima da guerra urbana do País, tornou-se símbolo absoluto da hostilidade que cerca os meandros da profissão. No calor da denuncia fez a troca fatal; deu a vida pela verdade... Tim-tim por tim-tim. Um jornalista de nome arcanjo. Hoje no céu... Mais anjo do que nunca... Mas nunca menos jornalista do que sempre.
A torcida do Milan não vai mais poder embalar o time cantando a famosa canção “Só existe um capitão”. Tudo isso porque o fim de semana decretou também o fim da carreira de uma lenda viva. O craque Paolo Maldini, um dos jogadores mais vitoriosos da história do futebol mundial, pendurou as suas chuteiras. Jogador clássico, inteligente e de muita personalidade, sua trajetória confunde-se com a história recente do poderoso Milan, onde jogou seu pai, Cesare Maldini.
Por incompetência administrativa o Corinthians perdeu Nilmar, um dos melhores atacantes do Brasil. O clube pagou 8 milhões de euros e ficou sem o jogador, que fez as malas e rumou para as suas origens coloradas. Ontem, em pleno Pacaembu, onde um dia fez sua morada, Nilmar foi o fenômeno da vez. Em lance genial, desconcertou a zaga como um tornado desvairado e arredio. Pintou o sete sob o olhar atônito e apaixonado da fiel, que até hoje sonha e namora com seus gols.
Com a velocidade de um Bugatti Veyron, Nilmar rompeu a zaga alvinegra e fuzilou o goleiro Felipe, que nada pode fazer. Na dança envolvente e sedutora de seus dribles, bailaram meia dúzia de "Joãos" dos novos tempos. Ágil e inteligente, Nilmaravilha fez gol de cinema. Portanto, senhoras e senhores, antes de abrir este vídeo, preparem aquela pipoca bacana e um bom copo de refrigerante da melhor qualidade. O ingressou já valeu a pena.
O maior gênio da crônica esportiva brasileira foi Nelson Rodrigues. Na tarde de ontem, no alto do céu, o mestre das palavras e da sensibilidade assistiu os feitos do fenômeno Ronaldo Nazário de Lima na Vila mais famosa do mundo. Na Vila mágica, aquela mesma arena mística, que viu nascer a áurea de um rei de nome Pelé, o maior de todos. Diante de tal espetáculo, se pudesse, Nelson diria:
A bola tem um instinto clarividente e infalível que a faz encontrar e acompanhar o verdadeiro craque. Foi o que aconteceu: — a pelota não largou Ronaldo, a pelota o farejava e seguia com uma fidelidade de cadelinha ao seu dono. (Sim, amigos: — há na bola uma alma de cachorra.)
No fim de certo tempo, tínhamos a ilusão de que só Ronaldo jogava. Deixara de ser um espetáculo de 22 homens, mais o juiz e os bandeirinhas. Ronaldo triturava os outros ou, ainda, Ronaldo afundava os outros numa sombra irremediável. Eis o fato: — a partida foi um show pessoal e intransferível.
E, no entanto, a recuperação do formidável jogador suscitara escrúpulos e debates acadêmicos. Tinha contra si a idade, não sei se 32, 34, 35 anos. Geralmente, o jogador de 34 anos está gagá para o futebol, está babando de velhice esportiva. Mas o caso de Ronaldo mostra o seguinte: — o tempo é uma convenção que não existe nem para o craque, nem para a mulher bonita. Existe para o perna-de-pau e para o bucho. Na intimidade da alcova, ninguém se lembraria de pedir à rainha de Sabá, a Cleópatra, uma certidão de nascimento. Do mesmo modo, que importa a nós tenha Ronaldo dezessete ou trezentos anos, se ele decide as partidas? Se a bola o reconhece e prefere?
No jogo Santos x Corinthians, ele ganhou a partida antes de aparecer, antes de molhar a camisa, pelo alto-falante, no anúncio de sua escalação. Em último caso, poderá jogar, de casa, pelo telefone.
*Trecho adaptado de uma crônica de Nelson Rodrigues intitulada “O craque sem idade”, publicada na Revista Manchete Esportiva, para o jogador Zizinho, que hoje também mora no céu, assim como Nelson.